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Economista Metalhead
Economista, nerd de hardware e gaming, paleolibertário, redator da Gazeta Libertária, projeto de poeta e de filósofo. YT: http://youtube.com/devilssslayer

Após a escrita de meu artigo sobre a teoria do capital, percebi que minha explicação da relação entre preferência temporal e preferência por liquidez foi insatisfatória e deixou alguns pontos em aberto que pretendo sanar aqui.

A teoria da preferência por liquidez de Keynes denota que existe uma tendência dos agentes a preferir ativos mais líquidos, já a preferência temporal afirma que há uma tendência dos agentes a preferir o consumo presente em detrimento do consumo futuro (e quanto mais alta qualquer uma dessas preferências, maior a tendência que elas apresentam).

Vale notar que a definição de liquidez é o…


Autor: Jim Cox

Tradução: Pedro Micheletto Palhares

Leia o artigo original no link

Uma aula de princípios de Microeconomia presenteia os professores com a oportunidade de, ao menos brevemente, explicar o problema do cálculo econômico. Praticamente todo texto dedica uma página ou duas à função produção — a relação entre insumos e quantidade produzida pela firma.

Aqui estão os dados e gráficos relevantes de tais textos:

Eixo Y: produção da firma; Eixo X: fator variável (trabalho no curto prazo); 1º Quadrante: rendimentos marginais crescentes; 2º rendimentos marginais decrescentes; 3º rendimentos marginais negativos; TP: produto total; AP: Produto médio e MP: Produto Marginal.

O professor pode perguntar aos estudantes: “a qual quantidade q a firma deve produzir?”- que é uma questão central em microeconomia.

Olhando para as figuras e os gráficos, os estudantes irão provavelmente responder: “ao…


Desde suas origens entre relações quantitativas entre os bens na troca direta, os preços surgem diretamente da disposição a pagar dos demandantes de um bem, de forma que se disponham a pagar determinada quantidade de um bem x1 (digamos X1 unidades) em troca de determinada quantidade de outro bem x2 (digamos X2 unidades).

Desta relação entre as diferentes disposições tanto de pagar quanto suas quantidades demandadas, assim como da divisibilidade dos bens, surgem relações quantitativas que formarão preços na troca indireta à medida em que bens de demanda mais geral passam a ser utilizados como meio de troca para solucionar…


Jevons, Walras e Menger à esquerda, e à direita Smith, Marx e Ricardo.

Introdução

A teoria econômica evolui, em alguns casos apenas evolve, mas sempre se encontra em constante mudança. Algumas teoria antigas não só eram demasiadamente confusas, como também careciam de consistência interna ou de uma abordagem que levasse o autor a enxergar o todo do fenômeno da economia e se ater a aspectos muitas vezes irrelevantes para o assunto tratado. Neste texto, falarei sobre uma das mais antigas teoria de valor (dos clássicos), e a moderna lei da utilidade marginal decrescente oriunda da revolução marginalista, que deu origem à Microeconomia Neoclássica e à Escola Austríaca de Economia.

Aspectos preliminares

A Economia de Mercado é…


Paul Samuelson

Introdução

Alguns economistas ortodoxos suscitaram o antigo debate de Cambridge acerca da questão do reswitching em relação à teoria do capital neoclássica visando derrubar os alicerces teóricos da teoria austríaca dos ciclos econômicos e, ao meu ver, os poucos artigos que li do Mises Institute americano não entraram nos nuances da divergência teórica da Teoria Austríaca do Capital da antiga teoria mainstream.

Por conta disso, julgo necessário explicar a teoria de forma a demonstrar que existe uma diferença primordial no que nós austríacos chamamos de juro originário e a taxa de juros do mercado, e que o estoque de capital (o…


A Santíssima Trindade

Há uns dias atrás, estava discutindo informalmente com o Romero, um irmão católico, e estava defendendo a teoria do valor subjetivo enquanto dizia que o valor das coisas era atribuído pelo agente homem (homo agens) e que não era intrínseco ao objeto. Por mais que o mesmo fosse capaz de gerar determinado efeito objetivamente, o valor que o agente atribui ao fim que este efeito o ajude a atingir é subjetivo e, portanto, a importância dada a tal capacidade também o é.

Até o momento tudo estava ocorrendo bem, até que fui questionado por ele se Deus possuía valor. Respondi…


A definição mais precisa de escassez seria a qualidade de exclusão mútua em diferentes empregos de um determinado recurso, e a de utilidade o grau de redução de desconforto que um determinado recurso proporciona a um agente.

Se este recurso for escasso, isto é, de emprego limitado, ele será valorado quanto maior for o grau de redução de desconforto que ele proporciona e quanto mais relativamente escasso ele for, e assim o recurso em questão se torna um bem econômico.

Este segundo critério de valoração é explicado pela necessidade por um bem ser inversamente proporcional à sua escassez relativa, decrescendo…


Médias móveis representam tendências, em constante mudança.

Quando dizemos que a Teoria Econômica Austríaca não se prende a construções idealistas convenientes para a criação de modelos matemáticos a fim de obter uma maior veracidade em seus teoremas, o contraste entre o homo agens e o homo economicus talvez seja o primeiro exemplo que venha à mente, pelo fato do primeiro ser um agente que toma decisões propositadas podendo incorrer em erros e que age com base em juízos de valor que não necessariamente visa um estado de bem-estar MATERIAL superior, quanto o segundo (do modelo neoclássico) é um agente maximizador de uma satisfação necessariamente material.

Porém existe…


Este desabafo pode soar um pouco ácido, porém ele reflete algo que estava preso na minha garganta. Não espere um rigor acadêmico dos meus artigos convencionais, isso foi extraído de uma thread que possivelmente será deletada. Porém a mensagem é importante e não pode ser perdida, por isso foi transcrita para o Medium.

Não adianta fazer um espantalho do que significa amor próprio pra justificar a própria falta de amor próprio e dar uma conotação negativa a isso. Amor próprio é respeito a si mesmo e não se sujeitar a migalhas. …


Prove E = Cmg/Cm (Elasticidade Preço da Oferta)

Dada a fórmula E = q*dC(q)/C(q)

E pela teoria de custos da firma que Cm = C/q

Podemos reescrever C como Cm*q passando o q do denominador pro outro lado multiplicando, formando o artifício C = Cm*q

Substituindo dC por Cmg (visto que dC = Cmg) e C pelo artifício Cm*q

E = q * Cmg / q * Cm

Cancelando o q do numerador com o do denominador temos:

E = Cmg/Cm

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